28 de fev de 2012

Estado projeta porto em Itaituba

         
O Governo do Estado projeta para o distrito portuário e industrial de Miritituba, no rio Tapajós, em frente à cidade de Itaituba, uma capacidade de movimentação de carga na ordem de 20 milhões de toneladas num horizonte de dez a quinze anos.

Com pretensão bem mais modesta na fase inicial de operação, a ideia é que comece com um volume de quatro a cinco milhões de toneladas, assumindo, a partir daí, uma trajetória ascendente que, em tese, fará dele um dos maiores terminais de grãos e carga geral do Norte do país.

A informação foi dada ontem, no início da noite, pelo secretário especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção, Sidney Rosa, ao término de um encontro com executivos e representantes de grandes empresas com interesse na região – como Cargill e Cimento Nassau, entre outras –, além de vereadores e empresários de Itaituba.

Do encontro, realizado no Centro Integrado de Governo, participou também a secretária adjunta de Indústria, Comércio e Mineração, Maria Amélia Enriquez.

Sidney informou que ficou decidida a realização de um novo encontro, este na própria cidade de Itaituba, no próximo dia 14. Representando o governo do Estado deverão ir a essa reunião, além dele próprio, o secretário de Indústria, Comércio e Mineração, David Leal, e a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Tetê Santos.

Pela manhã, os visitantes e autoridades locais farão uma visita in loco à área do distrito portuário. À tarde, já em companhia de prefeitos e vereadores de municípios da região – Itaituba, Trairão, Novo Progresso e Altamira –, farão um debate sobre a rodovia BR-163.

A ideia, conforme frisou Sidney, é antecipar cenários, tendo em conta o que vai acontecer a partir do momento em que a rodovia estiver completamente asfaltada e com o distrito portuário em operação.

“Nós não podemos pensar apenas no que vai acontecer de bom, sob o aspecto econômico. Isso é importante. Mas é importante antever os possíveis problemas, a fim de preveni-los e minimizar os impactos negativos, tanto na área ambiental quanto no aspecto social”, declarou, fazendo referência ao previsível aumento do fluxo de caminhões na BR-163 e em toda a área de influência do complexo portuário.
 
  (Diário do Pará)

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