6 de mar de 2012

Eliseu Dias/Ag. Pará
Bernardo Cardoso, da Sespa, destacou o trabalho em parceria realizado pelo Estado com as Prefeituras para combater doenças típicas do período chuvoso
 
Com a intensificação da temporada de chuvas no Pará, sintomas como tosse, congestão nasal, febre e dores no corpo são frequentemente manifestados por crianças e adultos. Mas o que é muitas vezes associado a um simples resfriado, também pode ser sinal de doenças mais graves, como malária, dengue e leptospirose, cujos casos aumentam tanto no interior quanto na capital nesta época do ano.
O município de Oeiras do Pará, na região do Tocantins, por exemplo, registrou neste mesmo período, em 2011, mais de 14 mil casos de malária. Em Anajás, no Arquipélago do Marajó, o número chegou a 17 mil.
Atenta a estes dados, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) redobra a atenção e o combate à malária, ampliando as ações de prevenção e orientação aos moradores de todas as regiões. Mais de 60 mil mosquiteiros impregnados com inseticida já foram distribuídos aos municípios considerados de risco. Até o dia 25 deste mês, outros 90 mil deverão ser distribuídos aos municípios de Jacareacanga, Itaituba, Anajás, Paragominas, Pacajá e Novo Repartimento. Cerca de 60 mil testes rápidos de malária também serão encaminhados a regiões de difícil acesso.
Causada por parasitas transmitidos de uma pessoa para outra pela picada de um mosquito (Anopheles), os sintomas da malária são febre alta, acompanhada de calafrios, suor intenso e dor de cabeça. Na segunda semana de contaminação, sintomas como náuseas, vômitos e falta de apetite também são comuns. Para prevenir a doença, a Sespa recomenda o uso de mosquiteiros, com ou sem inseticida, repelentes, roupas que protejam pernas e braços, e telas em portas e janelas.
Redução - Segundo o diretor do Departamento de Controle de Endemias da Sespa, Bernardo Cardoso, este ano a Secretaria registra uma redução de cerca de 50% nos casos de malária, em relação ao mesmo período do ano passado. Ele explicou que, para alcançar esses resultados, as ações de combate às doenças típicas do período chuvoso ocorrem de forma integrada, entre o governo do Estado e os municípios. “Hoje nós fazemos todo o trabalho de orientação em parceria com os municípios, que recebem o Fundo (Fundo Nacional de Saúde, repassado pela União) para por em prática as ações. Cabe ao Estado coordenar essas ações, para que o trabalho tenha eficiência”, informou.
No caso da dengue, os números são ainda mais positivos. De acordo com dados da Sespa, até esta primeira semana de março 3.813 casos foram registrados. Ano passado, neste mesmo período, o número chegou a 7.914, o que representa uma redução de mais de 50%. Diferentemente da malária, o maior índice da dengue é verificado nos municípios da Região Metropolitana, como Belém, Ananindeua, Marituba e Santa Izabel do Pará.
Transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, os principais sintomas da dengue são dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares, dores nas articulações e vermelhidão no corpo. Para prevenir a doença, a regra básica é não deixar água, principalmente limpa, parada em qualquer tipo de recipiente.
Assim como a dengue e a malária, casos de leptospirose também costumam se intensificar no período chuvoso, sobretudo em função das enchentes, devido ao contato com água suja. A doença é causada pela bactéria Leptospira, transmitida pela urina de ratos, ratazanas e camundongos. Entre os sintomas estão febre, dor de cabeça, dores no corpo, pele amarelada e calafrios.
Como os sintomas dessas doenças são semelhantes, Bernardo Cardoso disse que a principal recomendação é procurar rapidamente o posto de saúde mais próximo assim que surgirem os primeiros sinais de contaminação.


Texto: Amanda Engelke - Secom

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