1 de out de 2012

Fauna em área sob concessão florestal em Rondônia se mantém com manejo

Dois anos após o início da extração sustentável de madeira na Flona do Jamari (RO), levantamento mostra que presença de animais de médio e grande porte sofre poucas mudanças. Atividade produtiva na Flona começou em 21/09/10

Jaguatiricas, cutias, antas e onças são alguns dos animais que podem ser vistos na Floresta Nacional do Jamari, a cerca de 100km de Porto Velho (RO). Seriam registros comuns, a não ser por um detalhe: também são observados na área submetida a manejo florestal na primeira concessão federal do país promovida pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB).

As informações vieram de levantamentos, considerados ainda preliminares, que compararam a presença de mamíferos de médio e grande porte e aves em uma área de concessão florestal na Flona com uma outra área, na mesma unidade de conservação, sem qualquer intervenção humana, chamada de área controle. Foram realizados pelo Laboratório de Mastozoologia da Universidade Federal de Rondônia (Unir), com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), pelo programa Fauna Brasil.

“Como qualquer pesquisa, este é um primeiro resultado. Mas apesar disso, é um indicativo de que as operações florestais conduzidas nas concessões demonstram não causar qualquer impacto negativo na fauna presente na área”, afirma o diretor de Concessão Florestal e Monitoramento do SFB, Marcus Vinicius Alves. “Nossa expectativa é que resultados futuros confirmem que o manejo conserva a biodiversidade”, completa.

Animais na floresta

O empresário Jonas Perutti, que maneja a área onde foi realizada a parte da pesquisa que avaliou a concessão, afirma que o resultado é reflexo da atividade madeireira responsável. “Sinto que meu trabalho está dando o resultado que eu sempre sonhei, e me sinto confiante na sequência do projeto”, afirma.

Para o concessionário, os levantamentos corroboram sua percepção a respeito da sustentabilidade do manejo, no qual é extraída apenas a quantidade de árvores que a floresta consegue repor. “Surpreso, não; fiquei feliz em saber que um estudo técnico comprovou aquilo que acredito desde que me tornei empresário florestal”, afirma Perutti. Segundo o concessionário, a relação das equipes de campo com a fauna é de “admiração, curiosidade e estima”.

A concessão florestal na Flona do Jamari abrange uma área de 96 mil hectares, dentre os mais de 220 mil dessa unidade de conservação. Atualmente, duas empresas – a Amata e a Madeflona – realizam manejo na área sob concessão. A cada ano, cada empresa extrai madeira sustentavelmente apenas de uma unidade produtiva, que equivale a 1/30 de toda a área de manejo. O contrato assinado entre o Serviço Florestal e as concessionárias é de 40 anos.

Contato para a imprensa
Serviço Florestal Brasileiro
Assessoria de Comunicação


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