9 de dez de 2012

Guerra declarada: PMDB quer Carmona na Alepa

Indicado por Jader à presidência da Assembleia teria no Legislativo uma fonte de recursos

O PMDB do Pará, numa declaração de guerra contra o governo do Estado, decidiu bater chapa na disputa para a presidência da Assembléia Legislativa do Pará para o biênio 2013-2014. Ao indicar o deputado evangélico peemedebista Martinho Carmona para disputar a presidência da Alepa, aliado ao PT, contra o candidato indicado pelo governador Simão Jatene e seus aliados, deputado Marcio Miranda (DEM), o presidente regional do PMDB, senador Jader Barbalho, tem por sonho reeditar a gestão do ex-deputado Domingos Juvenil (PMDB) à frente da Alepa (2007-2010), marcada por um tsunami de malfeitos, fonte de recursos para desvios de verba. 
 
Nos quatro anos em que presidiu o Legislativo estadual, Domingos Juvenil manteve o governo de Ana Júlia Carepa (PT) como refém do PMDB. O partido ora ameaçava unir-se à oposição para aprovar Comissões parlamentares de Inquérito (CPI), chantageando o governo, ora enveredava para o caminho das fraudes com o dinheiro público. 
 
 Martinho Carmona, hoje no PMDB, mas que já foi do PSDB e é pastor da Igreja Quadrangular, presidiu a Assembleia Legislativa por duas legislaturas, em gestões marcadas por denúncias de corrupção e empreguismo. Carmona ainda hoje é um corpo estranho ao PMDB e colecionou desafetos no PT ao tempo em que presidiu a Assembleia. 
 
Na gestão de Domingos Juvenil à frente da Alepa, o Ministério Público do Estado apurou que as fraudes podem superar R$ 200 milhões e conseguiu, inclusive, que a Justiça decretasse a indisponibilidade dos bens do ex-presidente do Legislativo paraense, que se elegeu em outubro prefeito deAltamira, no sudoeste do Pará, mas corre o risco de ser cassado pela Justiça eleitoral. 
 
Coube ao juiz Marco Antonio Castelo Branco, titular da 2ª Vara da Fazenda Pública de Belém, decretar a indisponibilidade dos bens do ex-presidente Domingos Juvenil Nunes de Souza e ainda de Sérgio Duboc Moreira, Jorge Luís Feitosa Pereira, Raul Nilo Guimarães Velasco, Débora Jaques da Silva Cardoso, Françoise Marie de Almeida Cavalcante e Maria de Nazaré Guimarães Rolim. Castelo Branco também tornou indisponíveis os bens da empresa Alta Empreendimentos Turísticos Ltda. (EPP), cujo nome de fantasia é Ideal Turismo – e que tem como sócios Claudiana Alves da Cruz e Paulo Roberto Batista de Souza. 
 
A decisão do juiz Castelo Branco foi em resposta à ação civil pública movida pelo Ministério Público estadual, que denunciou irregularidades na administração pública na condução de procedimento licitatório na Alepa, na modalidade Concorrência Pública de Menor Preço nº 003/2007, realizada pela Assembleia Legislativa para contratação de agência de viagens para fornecimento parcelado de bilhetes de passagens.
 
 Parecer elaborado pelo Grupo Técnico Interdisciplinar do Ministério Público concluiu pela ilegalidade do processo licitatório realizado durante a gestão de Domingos Juvenil, que teria beneficiado a empresa Ideal Turismo. Domingos Juvenil também está envolvido nas fraudes constatadas no setor de pessoal da Assembleia Legislativa, num rombo de, no mínimo, R$2 milhões ao longo de dois anos. As investigações comprovaram que as fraudes envolviam funcionários da Alepa, com a suposta ajuda de servidores do posto do Banco do Estado do Pará (Banpará), que funciona no prédio da Legislativo. 
 
Fonte: O Liberal

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