28 de jun de 2013

Índios Munduruku invadem sede do consórcio Diálogo Tapajós.

Grupo de empresas divulga estudos de futuras hidrelétricas e realiza cadastro dos possíveis atingidos pelas obras

Os índios Mundurukus voltaram a atacar instalações vinculadas aos projetos das hidrelétricas do Rio Tapajós. Na manhã desta quarta-feira, 26 de junho, um grupo de 30 indígenas paramentados, com bordunas, arco e flecha, tentaram entrar no escritório-base do projeto Diálogo Tapajós, consórcio de quatro empresas, em Itaituba (PA), que divulga as informações sobre os empreendimentos, os estudos em andamento e realiza o cadastro dos possíveis atingidos pelas obras, caso as hidrelétricas sejam aprovadas.

Segundo a assessoria do Grupo de Estudos do Tapajós, os índios utilizaram um ônibus pertencente à Funai para o deslocamento e permaneceram no local por cerca de 10 minutos. Nesse tempo, informou o grupo, arrancaram a placa institucional do projeto, solicitaram materiais informativos e mapas, com a promessa de retornar mais tarde, "em tom de ameaça".


Os Mundurukus nas últimas semanas mantiveram reféns três biólogos e invadiram e picharam a Câmara Municipal de Jacareacanga. Os índigenas estão em Itaituba para acompanhar o julgamento de cinco homens suspeitos de matar o indígena Lelo Munduruku, em junho de 2012. O Grupo de Estudos do Tapajós reúne as empresas Eletrobras, Eletronorte, EDF, Camargo Corrêa, Cemig, Copel, GDF Suez, Endesa Brasil e Neoenergia com o objetivo de concluir os estudos de viabilidade e ambientais das usinas de São Luiz do Tapajós (6.133 MW) e de Jatobá (2.338 MW).

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