Pro Paz faz mais de 9 mil atendimentos de cidadania no oeste paraense. - Portal Buré

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29 de jul de 2015

Pro Paz faz mais de 9 mil atendimentos de cidadania no oeste paraense.

A jovem Elbaniza Karu Munduruku, 18 anos, conseguiu tirar a primeira certidão de nascimento. Ela viajou de longe para obter o benefício na ação social.


O jovem Ronaldo Karu Munduruku, 15 anos, foi uma das primeiras pessoas a receber atendimento na ação do Pro Paz Cidadania, na manhã desta terça-feira (28), levada pelo governo do Estado à região oeste do Pará. Ele se deslocou da comunidade Traíra, localizada nos limites do território do município de Jacareacanga, ao sudoeste do Estado, para fazer o primeiro documento de identidade. “Viajei um dia inteiro para poder chegar aqui, mas valeu muito a pena. Agora já tenho meu documento para poder dar entrada em alguns benefícios. Essa ação veio beneficiar muito a nossa região, principalmente a nossa comunidade, que fica muito distante da cidade”, disse.
Até quinta-feira (30), servidores do Governo do Pará, por meio de articulação da Fundação Pro Paz, estarão em Jacareacanga, com uma previsão de 2,5 mil atendimentos, como emissão de documentos de identidade, carteiras de trabalho, Certidões de Nascimento, fotografias 3x4 e atendimentos jurídicos. Somente neste mês, as ações na região oeste devem chegar a 9.699 atendimentos aos moradores das cidades de Jacareacanga, Altamira, Itaituba e comunidades tradicionais que vivem no entorno.
As ações têm a parceria das secretarias de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), Assistência, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster) e Segurança Pública e Defesa Social (Segup), por meio da Polícia Civil e Defensoria Pública do Estado. A atividade chegou ao oeste paraense no 13 deste mês, com serviços como emissão de documentos e atendimento jurídico. Após a passagem da equipe pelas cidades de Altamira e Itaituba, os números já chegam a 7.199 serviços ofertados.
De 13 a 18 de julho, em Altamira, foram feitas 1.527 emissões de documentos de identidade; 1.142 carteiras de trabalho; 330 Certidões de Nascimento; 1.375 fotografias 3x4, além de 233 assessorias jurídicas, o que totalizou 4.607 atendimentos. No período de 21 a 26 de julho, a equipe de governo esteve no município de Itaituba, incluindo a comunidade Vila São Luiz, onde se concentra grande número de indígenas do povo Munduruku. Foram emitidos 902 documentos de identidade, 378 carteiras de trabalho, 211 Certidões de Nascimento, 949 fotografias 3x4 e 152 assessorias jurídicas, totalizando 2.592 serviços ofertados.
“Com a carteira de trabalho e a certidão de nascimento vou poder garantir meus direitos e trabalhar para ajudar minha família. Se não fosse essa ação do governo seria mais difícil ter esses benefícios. Vindo até nossa vila, melhor ainda, pois a gente evita uma longa viagem até a cidade”, contou o jovem Edivam Akay Munduruku. Ele tem 17 anos e mora na Vila São Luiz do Tapajós, em Itaituba. O adolescente tirou a primeira carteira de trabalho e a primeira certidão de nascimento na passagem da ação pelo município.
Após dois dias de viagem da comunidade Rio das Tropas até Jacareacanga, Iraneide Saw Munduruku, 27, garantiu a carteira de trabalho. “Foi uma viagem longa, mas a gente não pode perder a oportunidade. Com o documento vou poder me cadastrar em projetos sociais. Vou finalmente conseguir meus benefícios”, detalhou. A jovem Elbaniza Karu Munduruku, 18, se declarou aliviada após conseguir a primeira certidão de nascimento. “Viajei da aldeia Catõn para fazer minha certidão, e graças ao governo, consegui. É um direito nosso, mas é muito bom poder contar com a ajuda de todos que também viajam de longe para atender nosso povo”, contou a jovem, mãe de uma menina.
Para o presidente da Fundação Pro Paz, Jorge Binttencourt, as caravanas do Pro Paz Cidadania só podem ser garantidas por meio da articulação com outras entidades governamentais. “O Pará tem dimensões continentais, mas temos experiência em chegar a todas as regiões. Além de ser uma obrigação nossa servir à população, também é uma missão de Estado reduzir o déficit de documentação na sociedade. O que para muitos representa apenas a posse de um papel, para nós é a concretização da garantia a um direito básico do cidadão”, declarou.
Nil Muniz
Fundação Pro Paz

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