10 de abr de 2016

Estudo sobre o comportamento de macacos pode ajudar crianças no PA

UFPA quer ajudar crianças que tenham dificuldade de aprendizagem. 
Comunidades ribeirinhas de Itaituba já receberam os pesquisadores.
Do G1 PA
Paraenses estudam o comportamento de macacos para ajudar crianças que tenham algum tipo de dificuldade na aprendizagem. É do Pará (Foto: Reprodução/TV Liberal)Paraenses estudam o comportamento de macacos para ajudar crianças que tenham algum tipo de dificuldade na aprendizagem. É do Pará (Foto: Reprodução/TV Liberal)
Macacos que foram apreendidos em situações de risco passam a colaborar com um projeto da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém. Os animais participam de um programa desenvolvido desde 1995 pela Escola Experimental de Primatas, vinculada ao Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento.
 O principal objetivo do projeto, que analisa o comportamento dos macacos, é ajudar crianças que tenham algum tipo de dificuldade na aprendizagem. Atualmente, são 20 animais, sendo 19 da espécie macaco prego e um guariba, todos ameaçados de extinção.

A previsão dos especialistas é de que em cinco anos, todo as pesquisas sejam colocadas em prática nas escolas. A ideia é estimular o aprendizado através da tecnologia e fazer a criança aprender de forma gradativa.

Como funciona
O macaco é colocado em um caixote adaptado e depois levado para uma sala especial. Lá dentro, uma figura surge na tela do computador. O macaco toca na imagem e a figura some. Em seguida aparecem três figuras diferentes, uma delas a mesma que o macaquinho tinha escolhido. Assim ele é estimulado a tocar novamente na imagem selecionada antes. A cada acerto, ganha um doce. Tudo é gravado por câmeras de monitoramento. Dessa forma, os cientistas avaliam a capacidade do macaco em determinar suas escolhas.

O projeto, readaptado para ser aplicado em humanos, foi levado para o interior do estado. Nas comunidades ribeirinhas de Barreiras e São Luís do Tapajós, no município de Itaituba, no sudoeste do Pará, os pesquisadores repetiram a análise com as crianças.
Os locais foram escolhidos porque são áreas ribeirinhas onde há incidência de contaminação por mercúrio, usado para encontrar ouro em garimpos clandestinos. Os cientistas queriam saber se, devido a uma eventual contaminação, as crianças apresentavam dificuldade no processo de aprendizado. O projeto ainda depende de investimentos para ser concluído. Mas os pesquisadores estão confiantes.

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