19 de jul de 2016

Santarém: MINHA MÃE É CANDIDATA A PREFEITA DE SANTARÉM PELO PT



por Everaldo Martins Neto (*)

Antes de conversamos, há algumas coisas que você precisa saber.

Um: nunca houve, na história de Santarém, alguém tão capacitado para tomar conta desta cidade, e digo isto com respeito ao meu pai, à minha tia, ao meu tio e ao meu avô.
Com respeito também ao atual prefeito Alexandre Von, com quem desde criança me relacionei de forma saudável e respeitosa, e que sei ser um homem bom e excelente pai de família.

Dois: minha mãe é do PT há mais de 30 anos, quando era tendência. Lutou por causas que acreditava, ajudou pescadores, escreveu tese, foi vereadora, secretária e por aí vai.
Todos que a conhecem e muitos que discordam de algumas de suas posições políticas – inclusive eu – reconhecem que ela é uma pessoa autêntica, verdadeira e amável.

Três: minha mãe nunca usufruiu do dinheiro público para fins próprios. Na política, porém, é claro que haverão os que dirão o contrário e tentarão denegrir a imagem dela, o que ainda não sei se já ocorreu, mas este diálogo, apesar de importante, não é o foco desta dissertação.


Quatro: eu não faço parte do Partido dos Trabalhadores. Trabalhei apenas 3 vezes na vida e nem considero que o “trabalhador” se identifique assim nos dias de hoje.
Um dos grandes pontos que devem ficar claros neste artigo é o meu objetivo nítido de desassociar o meu nome com a sigla. Nunca estive em nenhuma de suas reuniões, e certamente nunca tomei parte no seu processo de decisão interno. E isto não é do meu interesse. Meus pais sabem disso.

Cinco: meus pais e eu divergimos fundamentalmente nos métodos de análise. Discordamos em uma quantidade significativa de ângulos sobre os quais os diversos problemas contemporâneos podem ser explicados e resolvidos e isto também há de ficar  claro. Eles são, contudo, muito competentes e sempre foram profissionais muito sérios em suas profissões de médico e professora/pesquisadora.
Além disso, são os responsáveis por todas as conquistas da minha vida, e por isso os amo e sou eternamente grato.

Seis: você, como eu, não precisa ser petista para votar nela. Eu explico: o verdadeiro conflito de interesse na política acontece entre indivíduos. Pouco tem a ver com partido.
O PT e o PSDB são partidos plurais, dentro dos quais há muitas divergências em como lidar com o quão rápido as coisas estão mudando. Você pode ver exemplos disto toda vez que alguém troca de sigla.
Parece-me sólido argumentar, então, que há indivíduos em determinados partidos que eu confiaria para lidar com estes conflitos de interesse e fazer um bom trabalho em prol de uma sociedade mais justa e sustentável. Eu poderia votar em alguém do PSol por causas ambientais ou em alguém do Democratas por modos de lidar com a política externa, por exemplo.

Sete: eu já expus a ela a plataforma que julgo ser ideal para o contexto social santareno, e certamente essa plataforma não é “o modo petista de governar”. A minha linha de pensamento está baseada nas políticas públicas que ameaçam o ecossistema e a vida dos membros da comunidade, principalmente os mais vulneráveis.
É nítido que algo está sistematicamente errado no modo como o Estado e o mercado tem se relacionado, o que, em minha opinião, é o que tem causado os maiores danos à população, desde a comida que falta ao ar poluído que respiramos. Portanto, é acerca do questionamento de como estabelecer uma relação Estado-economia que atenda aos mais necessitados de modo sustentável é que se tem que criar políticas públicas.
Gosto de acreditar que minha mãe pensa um pouco diferente sobre o futuro por conta de algumas coisas que eu disse a ela.

Oito: é claro que não sou referência de nada, e seria errôneo da minha parte achar o contrário. Você pode ler este artigo e tê-lo como piada e não levá-lo a sério. É uma opção inteiramente sua. Me sinto obrigado a reiterar, contudo, que o que está sendo abordado aqui é bastante sério.
Engloba mais do que o debate acadêmico no qual estão engajados os “intelectuais” e “estudiosos da Amazônia”. E, é claro, engloba mais do que a perspectiva meramente empresarial, de livre mercado e estado mínimo.
Hoje, por conta dos múltiplos meios de informação, qualquer um vira referência, estamos cheios de exemplos. As “referências” da esfera científica estão ultrapassadas e não lidam com os novos fenômenos que estão ocorrendo no processo de formulação de políticas públicas. É triste, mas é verdade.
Os intelectuais não estão sendo páreos para os Alexandres Frotas do Brasil, e temos de analisar isto.

Nove: eu pedi à minha mãe que não se candidatasse. Não vejo conjuntura para ela, e vejo um terreno perigoso e desfavorável. Há o desgaste e o estresse. Não é algo fácil. Entretanto, ela nunca deixou de lutar e sempre esteve presente na tentativa de criar uma sociedade melhor.
Mais uma vez, até os que discordam dela, não negam isto.

Dez: eu apoio a minha mãe para prefeita de Santarém, não o PT. Sei que tem de existir diálogo com outras lideranças e atores que também são afetados pelas decisões tomadas pelo governo. Desde a esquerda revolucionária (da qual não faço parte) ao setor empresarial conservador e capitalista (do qual também não faço parte).
Eu votarei nela porque ela entende as ameaças que julgo serem as prioridades uma vez que sejamos o governo, como a fome, a infraestrutura e o aquecimento global. Mais uma vez, com respeito ao atual prefeito, parece-me óbvio que estas não são as suas prioridades, e como ele é um ser racional e científico, sei que não discordará de mim.
O prefeito fez um governo ruim, ineficaz e com baixíssimo nível de transparência. A população santarena não sabe o que se passa na prefeitura e isto tem de mudar. Que fique claro que não estou dizendo que o prefeito é um homem mal e que está destruindo a cidade de propósito.
Esse discurso faz parte de uma política que eu gostaria de ver no passado. Nós divergimos nas nossas prioridades políticas e, principalmente, na metodologia utilizada, uma vez que sejamos detentores do aparato estatal. Ao prefeito, desejo paz, prosperidade e saúde, e espero que possamos trabalhar juntos no futuro para criar uma plataforma sob a qual podemos concordar, mas peço que não se candidate a reeleição, visto que foi claramente um governo danoso para os membros da comunidade santarena
.
Onze: você notou o meu uso freqüente da palavra “indivíduo”? Pois bem, não é papel do Estado e nem do mercado dizer o que é melhor para o cidadão. É papel dos indivíduos que os compõem, ou seja, os próprios cidadãos.
O cidadão há de ser livre para decidir que rumo quer dar à sua vida, sem um número excessivo de impostos e burocracia estatal, mas isso não pode ser atingido sem participação política. E é neste raciocínio que eu gostaria de concluir esta dissertação.

Doze: todos nós temos de participar. Você não precisa concordar com todas as perspectivas postas em pauta neste artigo, e muito menos com as pautas da minha mãe, mas participe.
A participação tem que ser pesquisada, estudada e pensada criticamente com vistas de decidir quem é o melhor líder para defender o interesse privado do cidadão por meio do aparato estatal (público), o que é extremamente complicado. Hoje, confio na minha mãe porque sei que irá trabalhar com um grupo plural de profissionais que lhe oferecerá idéias úteis no governo, mas é claro que isto pode mudar no futuro.
Então não estou pedindo que mude suas posições políticas, e sim que nos apóie neste caso específico, porque iremos defender os seus interesses.
Minha mãe tem conversado com a sociedade há 35 anos, e ela sabe do que está falando. Por agora, é nossa melhor opção, e estejam certos de que idéias muito boa virão no futuro.
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* Santareno, é universitário. Faz o curso de Relações Internacionais na PUC de São Paulo.

Extraído do Blog do Jeso Carneiro.

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