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27 de out de 2017

Sullywan: “Sindicato dos Radialistas se tornou mais atuante em Santarém”

Presidente Sullywan Almeida quer dar uma nova cara ao Sindicato dos Radialistas
Nos últimos anos o até então chamado Sindicato dos Radialistas de Santarem andava um pouco apagado, sem muita força e expressão diante dos associados da categoria, ocasionando o afastamento de muitos. Recentemente houve uma reviravolta com sua nova gestão, se tornando um Sindicato mais atuante e consequentimente atraindo a atenção de novos associados. Revolução que começou, inclusive, a partir de seu nome que hoje se chama Sindicato dos Trabalhadores de Rádio Difusão e Televisão. Para falar sobre os projetos já executados, o que está dando certo e os planos futuros, conversamos com o atual presidente do Sindicato, Sullywan Almeida, que em entrevista exclusiva, esclarece a trajetória de sua gestão.
Jornal O Impacto: O Sindicato andava parado e sem muita expressão, mas essa nova gestão hoje liderada por você, tem trazido um certo frescor para categoria e de certa forma uma revolução tem acontecido. Como se encontra o Sindicato atualmente?
Sullywan Almeida: O Sindicato tem aproximadamente trinta anos e infelizmente pegamos uma insituição muito apagada. Há 06 anos, quando começamos esse trabalho com o presidente Augusto, que hoje está na vice-presidência, foi diferente, eu tambem estava iniciando, não entendia como funcionava as coisas e ao longo desse seis anos que venho trabalhando, aprendi muito. Neste ano de 2017 eu tive a oportunidade de pegar esse desafio, tomar a frente do Sindicato, juntamente com meus colegas, sendo que atualmente somos quinze. Não tem sido fácil, porque nosso Sindicato não tem estrutura física, não tem praticamente nada, apenas o nome. Por isso se torna uma missão muito difícil de mostrar credibilidade aos colegas, mas depois que nós assumimos, mostramos que não é um Sindicato morto. Procuramos buscar uma identidade dando uma cara nova, não só com relação à mudança de diretoria, mas com propostas de trabalho, que estão sendo executados.
Jornal O Impacto: Analisando o cenário atual, quais os principais projetos futuros do Sindicato?
Sullywan Almeida: Existem muitos projetos. Desde o mês de maio, quando assumimos a presidência, diante desses seis meses já fizemos a primeira prestação de contas sindical, o que de fato é muito esperado pelos sócios, pois proporciona transparência e credibilidade, e nos sentimos bastante animados para trabalhar, quando vemos no rosto dos colegas e sócios o ar de satisfação. Ao longo desses seis meses, fizemos campanhas de sindicalização, praticamente dobramos o número de sócios. Fazendo um balanço de forma geral, nós temos hoje 70% dos trabalhadores que operam com rádio difusão e televisão em Santarem e espera-se que até o fim do ano chegaremos aos 80%. Entramos junto a Federação dos Radialistas, que é algo novo para nós, pois ela tem aproximadamente a idade do Sindicato, 27 anos. Entao, migramos para uma Federação que achamos que nos daria muito mais respaldo, muito mais apoio. Assumimos uma responsabilidade na Federação, houve uma eleição agora, dia 06 de outubro, e a partir dessa eleição fomos eleitos adjunto de finanças na Federação. Já assumimos uma cadeira, uma nova responsabilidade, e claro, temos o apoio da Federação, pois a mesma tem finalidade de trazer formação. Já temos previsto para o início do próximo ano, formação para todos os nossos colegas que estão trabalhando nas empresas de rádio e televisão e que estão há muito tempo sem uma formação, atividade, curso, treinamento e capacitação. Isso tudo estamos propondo junto à Federação, na pessoa do atual presidente Jailson Gomes, do Rio Grande do Norte, que já deu seu “sim”. Nosso atual coordenador, eleito tesoureiro, José Antônio, também deu seu “sim”. De certa forma é um meio de valorizar os profissionais, pois o Sindicato tem também essa finalidade, não de apenas proteger os direitos e deveres, mas de incentivar a valorização da categoria. Hoje nós estamos reunindo, discutindo e conversando, em nenhum momento entrando em conflito. As empresas desta categoria são parceiras, digo isso porque para que possamos valorizar os profissionais, as empresas precisam entender que o profissional necessita ter uma capacitação melhor, precisa ter uma ganho melhor. A imprensa só tem a ganhar com isso e assim o Sindicato está dialogando com os patrões.
Jornal O Impacto: Com realação ao piso salarial da categoria, segundo informaçoes, é algo bastante desvalorizado, principalmente em nossa cidade. Você consegue prever, no futuro, um reajuste salarial, uma condição melhor para esses profissionais?
Sullywan Almeida: Voltando um pouco, nossa data base era julho, então, quando negociávamos o mês de julho, em janeiro o governo engolia nosso salário. Fizemos uma proposta seis anos atrás com o presidente Augusto, que se pudéssemos a cada ano subir um mês, antencipar um mês e agora chegamos a janeiro, lá estabilizamos. A proposta agora é de não mais voltar atrás, a partir de agora crescer, e cada vez mais distanciarmos do salário mínimo. No meu ponto de vista, sempre diferencio, os colegas muitas vezes reclamam do salário da capital. Nosso piso é esse e o da capital é outro. O nosso é muito baixo, mas eu diferencio através de alguns fatores, como por exemplo, a realidade econômica, mas se tivéssemos uma piso de R$ 1.500,00 os colegas de rádio e televisão aqui de Santarém estariam compatíveis com nossa realidade econômica, já que na capital o piso ja ultrapassou os R$ 2.200,00, sendo que tem alguns que chegam a R$ 3.000,00. Então, eu vejo que há essa possibilidade, mas a partir de agora com trabalho e diálogo com as empresas, buscando a melhor forma possivel, através de acordos, nós iremos cada vez mais nos distanciarmos do salário mínimo.
Jornal O Impacto: Sullywan, para se ter esses benefícios do Sindicato, é de fundamental importância que os indivíduos tenham o registro profissional. As pessoas que trabalham nessa área e ainda não possuem RP, devem adotar qual procedimento?
Sullywan Almeida: Primeiramente, temos que saber que existe a Lei do Radialista, a Lei 6.615 de 78, que ampara a categoria. Então, logo já tem o registro profissional reconhecido pelo Ministério do Trabalho. A priori, se levarmos ao pé da letra, as empresas de rádio, difusão e televisão só contratariam profissionais se fossem realmente capacitados, a princípio com registro profissional. Se o colega não possui o registro profissional e a empresa acha que aquele profissional é capacitado para aquela a área, a empresa procura o Sindicato e vamos regularizar o profissional para que ele não entre de forma irregular. Não está acontecendo, mas a partir de agora vai ser assim, a valorização do profissional do rádio e televisão.
Jornal O Impacto: Sabemos que a volta de muitos associados hoje para o Sindicato deve-se à competencia e credibilidade proporcionada por sua gestão. O que você tem a falar para esses profissionais sobre o futuro do Sindicato?
Sullywan Almeida: Primeiramente, gostaria de lembrar que ano que vem, o Dia do Radialista será comemorado no dia 21 de setembro. Quando o presidente Lula sancionou a Lei para o dia 7 de novembro, houve insatisfação geral da classe em todo Brasil, porque sempre comemorávamos o dia do radialista em 21 de setembro. Então, como 90% dos sindicatos comemoram o Dia do Radialista em 21 de setembro, decidimos na última assembleia, dia 13 de outubro, que a partir do próximo ano vamos comemorar no dia 21 de setembro, o Dia do Radialista. Então, nós temos tudo, tem uma Lei que nos ampara, temos um Ministério que reconhece através do registro profissional. O que tenho a falar para os colegas é que venham para o Sindicato, que é um parceiro seu, ele é o defensor dos seus direitos. Venha nos procurar, não para criar discórdia, para requerer o enfraquecimento das empresas, dos nosso colegas, os patrões, quando vamos sentar para fazer negociações. Não existimos para criar discórdia com as empresas, pois sem as empresas o colega não consegue ganhar o ganha pão dele. Venha para o Sindicato para somar, e acompanhar mais de perto seus direitos, porque o Sindicato sabe onde está certo e onde está errado. Veja a entrevista na íntegra no site: www.oimpacto.com.br.
Por: Allan Patrick
Fonte: RG 15/O Impacto

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