4 de dez de 2012

Deputado Megale (PSDB) renuncia candidatura à presidente da Alepa

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O deputado José Megale (PSDB) renunciou hoje (04) a sua candidatura à presidente do Poder Legislativo.
Causou-lhe a decisão as matérias do “Diário do Pará” reportando o seu suposto envolvimento nas irregularidades do “Caso Alepa” e a demora do Ministério Público em proceder as investigações ao seu respeito. 

> Pontos ponderados
Reafirmou a sua inocência e ponderou que não exporia a Casa a mais notícias negativas do que aquelas que a instituição já vem sofrendo nesses dois anos. 

Acusou que as reportagens tiveram como fundamento interferir na pauta eleitoral e opinou que a Alepa não pode sofrer interferências externas para eleger o seu presidente. 

> Tática equivocada
A tática do governo em postergar a eleição para o dia 1º de fevereiro de 2013, com o intuito de subtrair do deputado Martinho Carmona (PMDB) o voto do deputado João Salame (PPS) é equivocada. 

Sabe-se que campanhas não se fazem servindo chá de erva-cidreira e quanto mais a labuta perdurar mais lenha será despejada, por ambos os lados, na fogueira que começa a incandescer no centro do plenário: há muitos que ganham com isso, mas a Casa perde. 

> Sem interferências externas
Acoberta-se de razão o deputado Megale ao opinar que o Poder Legislativo não deve sofrer interferências externas na eleição do presidente: em tese isso seria o ideal. 

Mas há teorias que se travestem diferentes na prática. A Casa não é uma ilha isolada no meio de um mar sereno. Campanhas são guerras e os contendedores usam as armas que possuem. Na conjuntura, as lanças do PSDB são bem mais pontiagudas, pois lhe dá intendência o governo. 

> Governo interfere diretamente no pleito
Há mais de duas semanas o governador convida os deputados ao Palácio para cabalar votos a sua falange, interferindo, como qualquer outro que lá estivesse, no processo, portanto, não é possível depositar uma auréola na cabeça de alguém nessa peleja. 

> Eleição imediata
Para a instituição, a previdência indica uma eleição imediata. Aquele que vencer deverá conduzir à Casa de volta à normalidade e quem não lograr êxito tem o dever de respeitar a vontade da maioria.
Assim agindo, a Alepa urgiria em virar, do ponto de vista inter pares, uma página que não teria razão para ser escrita a ferro e fogo. 

> Novos nomes do governo
Os deputado Márcio Miranda (DEM) líder do governo na Alepa e Junior Ferrari (PSD) atual vice-presidente, são os potenciais candidatos do governo após a renúncia do deputado Megale.

Fonte: Blog do Parsifal

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