19 de fev de 2014

Descaso prolifera no Ministério do Trabalho em Itaituba.

Trabalhadores que procuram o órgão são obrigados a sentar no chão à espera de atendimento.
O Ministério do Trabalho e Emprego de Itaituba ocupa o vergonhoso ranking de segunda pior delegacia regional de Trabalho no Brasil, perdendo apenas para Santarém. Nossa reportagem esteve presente na manifestação dos funcionários ocorrida na manhã de terça-feira, dia 18 e pode constatar o cenário de filme de terror que existe em uma instituição federal tão importante, mas literalmente abandonada.


Banheiros não funcionam, o único veículo está parado por falta de reparos, móveis quebrados, iluminação precária e para completar o caos, o aluguel do prédio que pertence ao empresário Ivan D Almeida está atrasado desde 2010, estando, inclusive, com ordem de despejo.



O desleixo é tão explícito que centenas de pessoas que estiveram na manhã de terça-feira, como tem sido de rotina por falta de cadeiras, se viram obrigar a sentar no chão enquanto idosos e mulheres grávidas foram vistos em pé na imensa fila. Os poucos funcionários mesmo trabalhando em condições sub-humanas estiveram no decorrer do expediente atendendo.



Em carta aberta distribuída à população, a frente de reivindicações e SINTESEP/PA – Regional Tapajós, coloca sua exposição de motivos do protesto que ocorre em todo o Brasil e agora em Itaituba, esclarecendo que o prédio da SRTE- (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego) está sem condições de funcionamento, com infiltrações nas paredes, exposição de ferragens da laje, precariedade no sistema de ar-condicionado, proliferação de insetos no interior do prédio, terreno cheio de mato, cadeiras e armários quebrados, entre outras mazelas.



O SPU já esteve em Itaituba por duas vezes e levantou toda a problemática, com a promessa que de o prédio seria revitalizado para atender a demanda do atendimento que é grande, com média de cem pessoas por dia, tanto de Itaituba como dos demais municípios da região. Mas o projeto gorou e não saiu do papel, por falta de verbas em Brasília. O órgão atende com expedição de carteira de trabalho, seguro desemprego, entre outros importantes atendimentos para a categoria de trabalhadores que estão sendo prejudicados com a inércia do governo federal.

A Subseção da OAB de Itaituba interveio na questão e solicitou à OAB Pará diretamente ao presidente da entidade, Dr. Jarbas Vasconcelos, para que haja cobranças e denúncias ao Ministério Público Federal para que esse quadro dantesco seja mudado. Em todo o Brasil o movimento eclodiu em forma de denúncia pelo descalabro. Para Marcela Mota, chefa do setor, a situação está insustentável, sem falar no reduzido número de funcionários que se resume em uma auxiliar de serviços gerais, um vigilante, e duas do setor administrativo.

Sobre o aluguel do prédio, ela disse que o mesmo foi pago apenas na gestão do então prefeito Roselito Soares. Mas o privilégio da negligência administrativa não é apenas em Itaituba, desde o dia 7 de fevereiro deste ano auditores fiscais do Trabalho interditaram o prédio da Superintendência Regional do Pará, em Belém. E a posição de todos os funcionários(as) é que eles não continuarão trabalhando nas condições em que se encontram.

A falta de investimentos e de apoio do governo federal só muda de endereço, porque a imagem de terra arrasada é a mesma em todo o País. No prédio de Itaituba, por exemplo, daria tranqüilo para servir de cenário para um filme de terror categoria B.

Fonte: RG 15/O Impacto e Nazareno Santos


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