Pará: PMDB migra para Jatene e aumenta crise na campanha de Ana Júlia
A 12 dias das eleições, a crise definitivamente se instalou na coligação Acelera, Pará, que embala o sonho de reeleição da governadora Ana Júlia Carepa (PT).A divulgação das pesquisas Veritate/UFPa e Ibope no fim-de-semana, mostrando vitória do candidato da coligação Juntos com o Povo, Simão Jatene (PSDB), ainda no primeiro turno, disparou o sinal vermelho na coordenação da campanha do PT.O fato mais grave, na avaliação dos marqueteiros baianos da governadora, é a forte migração dos votos do PMDB, do deputado federal Jader Barbalho, para as candidaturas de Jatene ao governo e de Flexa Ribeiro (PSDB) ao Senado. As pesquisas mostram que Simão Jatene mantém uma vantagem que varia de 500 mil votos (Ibope) a 600 mil votos (Veritate/UFPa), muito difícil de ser revertida em menos de duas semanas.Com uma campanha limpa e propositiva, Flexa Ribeiro ultrapassou o candidato do PT ao Senado, o deputado "ficha suja" Paulo Rocha num momento em que as pesquisas ainda não captaram a cassação do registro da candidatura de Paulo Rocha pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), instância máxima da Justiça Eleitoral no Brasil.Na coordenação de Ana Júlia - que, ontem,domingo, cancelou todos os compromissos de campanha - os baianos do marketing procuram fórmulas milagrosas para tentar baixar a rejeição ao governo de Ana Júlia, que segundo o Ibope chega a estratosféricos 42%, o que inviabiliza por completo o sonho da reeleição.Os petistas também vêem com preocupação lideranças de outros partidos integrantes da coligação Acelera, Pará, anunciarem apoio à eleição de Simão Jatene, como ocorreu sábado, em Capanema, onde o deputado Adamor Aires, do PR - partido do vice na chapa de Ana Júlia, Anivaldo Valle, subiu no palanque e garantiu que está com Jatene. "Não posso trair o povo do Pará", justificou Aires, no comício.Há também dissidências no PTB, no PDT e no PSC, que se consideram traídos pelo PT, que prometeu apoio bancar a campanha dos candidatos a deputado federal e estadual e, mais uma vez, não cumpriu.
Fonte: O Paraense
Comente aqui