Pará: Movimento Xingu Vivo Para Sempre


Como você já deve saber, Belo Monte, se construída, será a
terceira maior usina hidrelétrica de todo o planeta. O projeto
pretende desviar a água de 100 quilômetros do Xingu (num trecho

chamado Volta Grande, que praticamente secaria), deixando indígenas,
ribeirinhos, pescadores, garimpeiros e todos os demais que utilizam o
rio sem meio de locomoção ou sustento. Por outro lado, a
hidrelétrica também inundaria uma área de 640 km2.

Muitas pessoas seriam atingias ou até teriam que abandonar suas
terras e casas com a usina. Além dos mais de 300 mil habitantes dos
municípios de Altamira, Senador José Porfírio, Porto de Moz, Anapu,
Vitória do Xingu, Medicilância, Gurupá, Brasil Novo, Placas,
Uruará e Pacajá (que ficam na área de abrangência de Belo Monte),
das 14 mil pessoas que vivem nas Reservas Extrativistas (Resex) do Rio
Iriri, Riozinnho do Anfrísio, Verde para Sempre e Médio Xingu, e das
21 comunidades quilombolas da região, ainda não se sabe o número
exato de pescadores, pequenos agricultores, garimpeiros e outros que
seriam afetados pela usina. De acordo com o projeto inicial da obra,
cerca de 20 mil pessoas seriam desalojadas de suas terras e casas, mas
o número pode chegar a 40 mil pessoas, de acordo com especialistas
que acompanham o projeto.

Milhares de indígenas também serão impactados. A Bacia do Xingu é
habitada por 24 etnias que ocupam 30 Terras Indígenas (TIs), 12 no
Mato Grosso e 18 no Pará. Todas estas populações seriam direta ou
indiretamente afetadas à medida que o Xingu e sua fauna e flora,
além do seu entorno, fossem alterados pela usina. Na região de
influência direta da usina, três Terras Indígenas seriam
diretamente impactadas: a TI Paquiçamba, dos índios Juruna, e a
área dos Arara da Volta Grande, que se situam no trecho de 100 km do
rio que teria sua vazão drasticamente reduzida.

Já a área indígena Juruna do KM 17 fica às margens da rodovia PA
415, e seria fortemente impactada pelo aumento do tráfego na estrada
e pela presença de um canteiro de obras. Por outro lado, as TIs
Trincheira Bacajá, Koatinemo, Arara, Kararaô, Cachoeira Seca,
Arawete e Apyterewa, Xipaya e Kuruaya sofreriam impactos como escassez
de pesca, pressão de desmatamento, pressão da migração de
não-índios, pressão fundiária, epidemias como dengue e malária,
entre outros.

Organizando e compartilhando informações

Esses números só servem para esquentar a nossa conversa. Os
problemas sociais, econômicos e ambientais de Belo Monte são vários
e muito complexos, seria impossível listá-los todos nesse e-mail.
Por isso, encorajamos a sua visita ao http://www.xinguvivo.org.br
se você tem interesse em conhecer mais. Além de recebê-lo em nosso
site, gostaríamos de pedir que você escolhesse um, dois ou mais
amigos ou amigas a quem indicar o site e, principalmente, a petição
que você já assinou. Quanto mais assinaturas tivermos, mais forte
será a pressão que poderemos fazer no Congresso Nacional para
reverter o processo de construção da usina Belo Monte.
Fonte: Movimento Xingu via email.

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