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Jacareacanga: Os últimos comentários do Post: Presidência assume operação para libertar reféns em aldeia no Pará

Ola amigo, Anderson. Pela primeira vez estou participando do Portal Buré. Esse importante instrumento de informação da região. Então, gostaríamos d manifestar o nosso apoio aos parentes kayabi pela atitude tomada. Não por ser contrária a construção da hidrelétrica, mas pela falta d respeito ke o governo federal tem tido com os povos indígenas. Inclusive com os kayabi na demarcação d suas terras. Nos 09 anos do governo PT, não temos conhecimento da demarcação de terras indígenas no Brasil. Há 20 anos, quando iniciamos a nossa luta pela ampliação do nosso território, os kayabi também, lutavam pela demarcação de suas terras. Na oportunidade, por várias vezes, pedimos união e parceria p lutarmos pelo mesmo objetivo, mas naquela época o nosso pedido foi recusado. hoje, os parentes kayabi, deve sentir na pele a recusa daquela parceria. Também não foi fácil a nossa luta. Mas com a ajuda de recursos internacional conseguimos fazer o governo federal demarca nossas. Dizer aos parentes Kayabi. que nós nos colocamos  a disposição.


Izaias Crixi - Vereador e Lider Munduruku 

Anderson já postei isto em outro blog quando vivia aí em Jacareacanga, na época da 1ªaudiencia para apresentação do Relatório de impactos sobre o meio ambiente,acho importante compartilhar. A usina vai beneficiar a região, mas é importante que melhores vantagens venham para os moradores das áreas afetadas. É um empreendimento fantástico, altamente lucrativo para os investidores, mas como sabemos não há nenhum proprietário do município de Jacareacanga ou Paranaíta, como tudo o que ocorre, sempre alguém vem de outro lugar investe e lucra utilizando os recursos naturais daqui. O ESTADO se fez ausente desta região do Brasil e quando chega o progresso nos deixa as pessoas de fora, ou só com as esmolas dos royalties temporários. Para a construção da usina, será feita a represa que obrigará o remanejamento de famílias, ou privamento de atividade econômica, como pescadores, pilotos de embarcações..., tudo isso é pouco importante pra quem vive na realidade do sudeste. O município receberá por algum tempo as compensações do impacto ambiental somado aos impostos, os atingidos serão idenizados, mas ningúem vai participar da administração do negócio. O negócio tem que beneficiar o morador da região na proporção em que ele é afetado,assim como beneficia o investidor na proporção dos seus investimentos. A primeira coisa que deveria ser feita é uma lei que garantisse a reserva de 5% das ações de todo empreendimento que obrigasse o remanejamento dos residentes para outras áreas(e os que perdem suas atividade profissional em decorrência), porque além de ninguém pedir pra sair, os direitos garantidos por lei são pouco. Tenha-se o terreno como um capital, pois bem, sem ele não há represa, nem lago ou usina. É justo que os antigos donos tenham participação na ações da usina hidrelétrica, pois se os investidores visam lucro os antigos moradores também tem o mesmo direito, para tal deve haver regulamentação que garanta este direito. Pense no contrário, um Jacareacanguense construindo uma usina menor que esta em meio ao rio Paraná, Da Prata, Tietê, etc, quanta negociação haveria...,em Tucuruí, Itaipú, há os Royalty, mas isso é temporário, e convenhamos que ser retirado de sua casa em troca de outra casa simplesmente somado a umas moedas para comprar o pão do café é pouco demais. Ilustremos o que ocorre sempre, o cara vem para a Amazônia, faz empréstimo nos bancos federais, retira nossa madeira constrói canoas furadas, nos vende, lucra e vai embora. Este ciclo deve acabar, é hora de participarmos mais. Senhores senadores e deputados façam uma lei que garanta que o terreno inundável pela represa, nestes casos de usinas hidrelérica, seja considerado como investimento pessoal do seu zé, do índio Mundurucu, do Akai , Kabá ,Saw, da dona maria, do seu joão e dos filhos do "Soldado da borracha", todos organizados em associações ou cooperativas. Para terrenos de mineradoras da mesma forma, não expulsem os filhos da terra para implantar o progresso, em conjunto com eles progridamos com justiça verdadeira. Indígenas e políticos, aproveitem esta situação para exigir, não um pão como esmola, mas sim uma parte proporcional da padaria, pois ela será construída no seu terreno. O Brasil seguirá este exemplo quando ocorrer pela primeira vez.
p.ubiratan@yahoo.com.br Valeuws.


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