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Índios ocupam Funai e dizem que só saem depois de falar com Joaquim Barbosa

Um grupo de 150 índios do Pará, a sua maioria da etnia Munduruku, ocupou na noite desta segunda-feira a sede da Fundação Nacional do Índio (Funai). Até as 20h30, eles não davam nenhum sinal de que deixariam o prédio e prometiam ficar no local até a agenda deles na capital federal ser concluída. Segundo Valdenir Munduruku, líder da aldeia Teles Pires, em Jacareacanga, no Pará, isso inclui um encontro com a presidente Dilma Rousseff e outro com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa.
Valdenir disse que, desde as 16h, as atividades da Funai estão paralisadas devido à ocupação. Amanhã, com a continuação da presença dos índios, a fundação continuará parada. Mas funcionários do órgão negam isso. Eles dizem que conseguiram trabalhar normalmente até o fim do expediente. Valdenir também lamentou a saída da ex-presidente da Funai Marta Maria do Amaral Azevedo, substituída interinamente por Maria Augusta Boulitreau Assirati.

— Ela (Maria Augusta) é sempre favorável ao governo — afirmou ele.
Os índios estão desde terça-feira em Brasília, onde tentam negociar com o governo federal a suspensão da construção de hidrelétricas na Amazônia. Os mundurukus chegaram a ocupar a usina de Belo Monte, no Pará, no mês passado, mas saíram do local como parte do acordo para serem recebidos em Brasília pelo governo.
Eles já se encontraram na semana passada com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, mas as relações com o governo estão tensas. Haveria um novo encontro na manhã desta segunda com o ministro, o que não ocorreu.

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