COM EMATER, MULHERES INDÍGENAS DE JACAREACANGA FORNECEM MERENDA PARA ESCOLA DA PRÓPRIA ALDEIA
O objetivo é garantir para crianças e adolescentes indígenas alimentos produzidos em conformidade com preservação ambiental, com as tradições e com segurança nutricional
Pelo menos 27 mulheres indígenas da etnia munduruku de
Jacareacanga, no sudoeste paraense, estão sendo documentadas pelo escritório
local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará
(Emater) para começar a fornecer merenda já neste semestre letivo para a escola
pública Sawre Muyatpo, que funciona dentro da aldeia Sai Cinza.
Em
parceria com a Prefeitura, um mutirão na terça (24) e nesta quarta-feira (25),
diretamente naquele território secular, emite Cadastros Nacionais da
Agricultura Familiar (CAFs) para habilitar em nível individual a participação
no Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).
O
objetivo é abastecer o dia a dia de alunos, crianças e adolescentes indígenas
com alimentos produzidos pela própria coletividade, como açaí batido e
macaxeira, em conformidade com preservação ambiental, com as tradições e com
segurança nutricional.
“Existem vários benefícios agregados neste processo: desde a geração de renda para um grupo exposto à vulnerabilidade socioeconômica, até valorização e fortalecimento culturais, além da disposição de uma merenda escolar rica, diversificada, atraente e de qualidade. O frango, por exemplo, é abatido de manhã e já servido à tarde. Os ingredientes do cardápio, pois, são frescos, naturais e respeitam receitas típicas da ancestralidade amazônica”, aponta o chefe do escritório local da Emater Raimundo Delival Batista, técnico em Agropecuária.
Texto:
Aline Miranda/ Ascom Emater


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