ITERPA VAI A CAMPO NA GLEBA SÃO BENEDITO II, EM JACAREACANGA, E ABRE CAMINHO PARA A REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA DE PRODUTORES DA REGIÃO
Órgão fundiário do Pará realizou quatro dias de vistorias, levantamento de dados e entrevistas com produtores, e se comprometeu a auxiliar na regularização de áreas ocupadas desde 1984
O Instituto de Terras do Pará (ITERPA) esteve na Gleba São
Benedito II, no município de Jacareacanga, no sudoeste do Pará, entre os dias 5
e 8 de setembro de 2026, para realizar vistorias e acompanhamento em campo
junto às lideranças e aos associados das entidades que representam os
produtores rurais da região. A ida do órgão à área é considerada, pelos
produtores, um marco histórico: é a primeira vez que o Estado do Pará se faz
presente na região para tratar, de forma técnica e direta, da situação fundiária
de famílias que ocupam aquelas terras há mais de quatro décadas.
Os trabalhos foram conduzidos pela Coordenadoria de Cadastro
e Georreferenciamento de Imóveis Rurais (CGIR) do ITERPA, por determinação do
presidente da autarquia, Bruno Kono. Durante os quatro dias de diligência, a
equipe percorreu as áreas ocupadas, realizou vistorias de campo, levantamento
de dados e entrevistas com produtores, verificando moradias, benfeitorias,
currais, cercas, vias de acesso, pastagens e talhões em produção.
A articulação da visita e o acompanhamento dos trabalhos em
campo se deram por intermédio do Sr. Fúlvio Machado Miranda, diretor da
Associação dos Proprietários e Produtores da Gleba São Benedito II – AGRODITO
II, que mobilizou as lideranças locais e organizou o apoio logístico à equipe
do órgão estadual.
Quatro décadas de ocupação. A ocupação da região teve início
por volta de 1984, quando os primeiros ocupantes chegaram à área, abriram as
primeiras vias de acesso, ergueram suas moradias e implantaram as benfeitorias
que deram origem aos núcleos familiares hoje existentes. Ao longo desse
período, a região permaneceu marcada pela indefinição de divisas entre os
Estados de Mato Grosso e do Pará — circunstância que impediu que qualquer dos
dois Estados expedisse título de domínio sobre as terras e deixou os produtores
sem a segurança jurídica necessária para trabalhar e investir.
Ocupação produtiva e preservação. Os dados técnicos
apresentados ao ITERPA, reunidos em relatório de análise geoespacial elaborado
a partir de mapeamento georreferenciado, revelam uma ocupação produtiva e
ambientalmente responsável: a maior parte da gleba permanece coberta por
vegetação nativa, e apenas uma pequena fração da área foi aberta ao longo de
quarenta anos de ocupação — proporção que evidencia atividade produtiva
compatível com a preservação ambiental.
O levantamento apresentado ao órgão estadual identifica,
ainda, os lotes que compõem a gleba, seus respectivos ocupantes e os limites de
cada área, com precisão geodésica suficiente para instruir o procedimento de
regularização fundiária — material que ficou à disposição do ITERPA para a
elaboração de seu relatório próprio.
Reunião de encerramento. Concluídos os trabalhos de campo,
foi realizada, em 9 de setembro de 2026, reunião com parte dos produtores que
puderam estar presentes, as diretorias das associações e os advogados que
assistem as entidades. Na ocasião, os representantes do ITERPA esclareceram
todas as dúvidas apresentadas e prestaram orientações sobre os procedimentos de
cadastro, georreferenciamento e regularização fundiária, além de indicar os
passos seguintes do processo.
Segundo o que ficou registrado em ata, o órgão estadual se
comprometeu a auxiliar os produtores rurais da região na regularização
fundiária de suas áreas, e informou que elaborará relatório próprio sobre a
situação verificada em campo, documento que servirá de base para a continuidade
dos trabalhos.
Agradecimento das associações. Os produtores da região e os
presidentes das duas entidades — Sr. Nelson Domingos Margatto, presidente da
AGRODITO II, e Sra. Osmilda Sibila Eger, presidente da Associação Rural União —
manifestaram agradecimento ao ITERPA e ao seu presidente, Bruno Kono, pela
realização da diligência e da reunião, pela atenção dispensada aos produtores e
pelo avanço significativo que os trabalhos representam para uma demanda que se
arrasta há décadas.
Para as associações, a presença do órgão fundiário estadual
na região sinaliza que o processo de regularização deixou o plano das intenções
e passou ao plano dos atos concretos — o que devolve aos produtores a
perspectiva de trabalhar com tranquilidade e segurança jurídica sobre as áreas
que ocupam.
INFORMAÇÕES À REDAÇÃO
Fonte: Associação dos Proprietários e Produtores da Gleba
São Benedito II – AGRODITO II (CNPJ 46.225.872/0001-59) e Associação Rural
União (CNPJ 10.981.815/0001-52), por meio de seus advogados constituídos.
Contato para imprensa: João Pedro da Silva Machado, OAB/MT
27.731-O, e Gustavo Borges da Silva, OAB/MT 36.979 — Av. Perimetral Rogério
Silva, nº 1.101, Setor J, Alta Floresta/MT — Pedromachado.d@hotmail.com — (66)
9.9680-4775 / (66) 3521-3252.
Material disponível mediante solicitação: Ata de Reunião nº
01/2026, de 09/09/2026; Relatório Técnico-Jurídico de Análise Geoespacial nº
01/2026, com mapas e croquis; e registros fotográficos da diligência.
Nota: as informações desta matéria foram apuradas junto às
associações signatárias e estão documentadas na Ata de Reunião nº 01/2026.
Declarações e posicionamentos do ITERPA devem ser confirmados diretamente com a
assessoria de comunicação da autarquia.

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