14 de dez de 2012

Índios liberam obras de banda larga, no Estado do Amapá

Até o momento, 145 quilômetros de fibra ótica e posteamento já foram colocados na BR-156. Ao todo, serão fixados mais de 43 mil postes ao longo das áreas.

Foto: Paulo Ronaldo Almeida

AMAPÁ – Os indígenas de Oiapoque, na região do Amapá liberaram a passagem das obras por suas terras. Com a supervisão do Governo uma reunião ocorrida no início da semana definiu os últimos detalhes para a assinatura do Termo de Compromisso entre a operadora Oi, o Conselho de Caciques dos Povos Indígenas de Oiapoque (CPIO) e a Fundação Nacional do Índio (Funai).

O novo prazo para conclusão dos serviços da banda larga é para o primeiro trimestre de 2013.  O plano de execução das ações é dividido em quatro trechos: Macapá/Calçoene, Calçoene/Oiapoque e Guiana Francesa (Saint-Georges) interligando até Fortaleza.

Segundo informações de representantes da operadora, a infraestrutura de posteamento por meio de fibra ótica garantirá boa capacidade na qualidade da conexão.

Até o momento, 145 quilômetros de fibra ótica e posteamento já foram colocados na BR-156. Ao todo, serão fixados mais de 43 mil postes ao longo das áreas. Os trechos 1 e 4 das obras já estão 100% concluídos. Atualmente, a empresa trabalha no trecho 2 com o serviço de supressão vegetal e, no início de 2013, começa a executar os serviços no trecho 3. Faltam pouco mais de 30% para a conclusão das obras.

Contrapartidas para as aldeias

Três projetos são destinados às aldeias. O primeiro será desenvolvido em parceria com o Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé) e destinará aos índios os Programas de Comunicação Indígena, Educação Ambiental Indígena e Educação Ambiental para os Trabalhadores. O projeto do Iepé serão subprogramas das medidas mitigadoras e será executado em onze semanas. Nele os indígenas participarão de oficinas, laboratórios e palestras.

O segundo projeto será executado pela ONG Thydéwá, que estará à frente do Programa de Inclusão Digital Indígena. A comunidade participará de oficinas de capacitação na área de tecnologia da informação e comunicação digital. O programa terá a duração de 15 meses, sendo aulas presenciais e a distância.

A terceira garantia é o compromisso da operadora Oi com a manutenção preventiva, respeitando os protocolos e costumes das aldeias indígenas. Além disso, a empresa garante o acesso à banda larga gratuitamente às aldeias de Oiapoque e o serviço de telefonia às comunidades.

Fonte: Portal Amazônia

 


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