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No Pará, índios da etnia Munduruku aprendem a beneficiar copaíba.

Do G1/Pará
Indígenas da etnia Munduruku da região do Rio das Tropas, em Jacareacanga, no oeste do Pará, e extrativistas que residem na Floresta Nacional (Flona) do Crepori, participam de uma capacitação para beneficiamento de copaíba a partir desta segunda-feira (17).
O objetivo do curso é capacitar 40 alunos com aulas teóricas e práticas, ensinando como trabalhar o manejo adequado das árvores, extração do óleo, armazenamento e as demais etapas do processo de produção e comercialização da copaíba.
Segundo engenheiro agrônomo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater) Thyago Leão, a oficina no manejo da copaíba e de outras essências também garante a preservação das áreas com a floresta em pé. “Caso não tivéssemos conseguido fazer a capacitação, a floresta seria destinada para o manejo sustentável. Assim preservamos e garantimos o uso por tempo indeterminado”.
Ainda de acordo com a Emater, a copaíba produzida na região de Jacareacanga é negociada diretamente com uma empresa multinacional para a fabricação de cosméticos e alimentos. A essência é vendida, atualmente, por R$ 25/kg.
Um levantamento das áreas de produção também será feito para identificar o número de árvores, produção anual por área e qualidade do óleo coletado. O diagnóstico também subsidiará a equipe técnica com dados que ajudarão no processo de certificação orgânica das árvores nativas.
A capacitação é oferecida pela Emater, em parceria com a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a prefeitura municipal

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