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Jacareacanga, Santarém, Itaituba e mais 12 municípios serão beneficiados com expansão da internet móvel.

O leilão está previsto para abril e faz parte do plano nacional de expansão da tecnologia 5G, priorizando regiões com baixa conectividade.

Santarém, Itaituba, Belterra, Rurópolis, Alenquer, Monte Alegre, Oriximiná, Novo Progresso, Juruti, Óbidos, Jacareacanga, Aveiro, Placas, Prainha, Faro e Curuá estão entre os municípios do oeste do Pará que devem receber ampliação da cobertura de internet móvel nos próximos meses. 

O anúncio foi feito pelo Ministério das Comunicações e pela Agência Nacional de Telecomunicações, que confirmaram a expansão do serviço para 186 localidades em 86 municípios paraenses, com impacto estimado para cerca de 220 mil pessoas no estado. 

A medida será viabilizada por meio da licitação da faixa de 700 MHz, considerada estratégica para ampliar o alcance do sinal de telefonia e internet móvel, especialmente em áreas rurais e mais afastadas dos grandes centros. O leilão está previsto para abril e faz parte do plano nacional de expansão da tecnologia 5G, priorizando regiões com baixa conectividade.

Entre os trechos que devem receber cobertura estão aproximadamente 1,7 mil quilômetros da BR-163, rodovia fundamental para a integração da região. No Pará, a estrada atravessa 12 municípios: Alenquer, Almeirim, Altamira, Belterra, Curuá, Itaituba, Novo Progresso, Oriximiná, Rurópolis, Santarém e Trairão. A expectativa é reduzir áreas sem sinal ao longo da via, melhorando a comunicação, a segurança e o acesso a serviços digitais. 

Em todo o país, a iniciativa deve levar conectividade a cerca de 500 pequenas localidades e alcançar mais de 1,2 milhão de pessoas. A faixa de 700 MHz possui maior capacidade de propagação de sinal, permitindo cobrir áreas extensas com menor número de torres, o que reduz custos operacionais e facilita a expansão do serviço. 

De acordo com o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, a meta é ampliar o acesso da população à internet e aos serviços digitais. Segundo ele, o objetivo é fortalecer a infraestrutura de telecomunicações e garantir que mais brasileiros tenham acesso às oportunidades proporcionadas pela conectividade. 

Diferentemente de leilões tradicionais, a maior parte dos recursos arrecadados com a venda da faixa de 700 MHz não irá diretamente para os cofres públicos. O modelo prevê que as empresas vencedoras convertam os valores pagos em investimentos obrigatórios na ampliação da cobertura móvel. O edital, já aprovado pelo Tribunal de Contas da União, estabelece que a faixa será dividida em blocos regionais, com limite de aquisição por empresa. O processo ocorrerá em três etapas, começando pelas operadoras regionais e, ao final, será aberto para outras interessadas. 

A expectativa é que a expansão reduza desigualdades digitais históricas na região oeste do Pará, fortalecendo o acesso à informação, aos serviços públicos online e às oportunidades econômicas.

Fonte: OestadoNet 


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