A PEDIDO DO MINISTÉRIO PÚBLICO, JUSTIÇA AFASTA PREFEITO DE PORTO DE MOZ POR NEPOTISMO
Prefeito nomeou 33 parentes de vereadores para colocar de joelhos a Câmara de Porto de Moz
A Vara Única de Porto de
Moz (PA) determinou o afastamento cautelar do prefeito
do Rivaldo Campos (MDB), pelo prazo de 90 dias, após ação de improbidade
administrativa ajuizada pelo Ministério Público do Pará (MPPA) por
condutas que ferem os princípios da administração pública.
A investigação da Promotoria de Justiça de Porto de Moz, por meio do promotor Drummond Ataíde Moraes, identificou um grave quadro funcional, com aproximadamente 70% dos servidores sem vínculo efetivo. Também identificou diversas situações de nepotismo – com parentes do prefeito, do vice-prefeito e de vereadores ocupando cargos comissionados, funções de confiança e contratos temporários vinculados à estrutura administrativa, sem existência de concurso público ou processo seletivo regular.
Para o MPPA, a situação indicava a existência de um sistema
amplo de favorecimento familiar e político, incompatível com os princípios
constitucionais da moralidade, da impessoalidade e de acesso aos cargos
públicos.
Nomeações incompatíveis
De acordo o promotor Drummond Moraes, o problema não se
limitava a uma nomeação isolada ou a cargos políticos de primeiro escalão,
alcançando funções de assessoramento, atividades técnicas, funções
administrativas, contratos temporários e até servidores vinculados à
Procuradoria Jurídica de Porto de Moz.
Antes de recorrer ao Judiciário, o Ministério Público
expediu uma recomendação para exoneração dos servidores em situação irregular e
para proibição de novas nomeações incompatíveis com a Constituição Federal.
Apesar da concessão de prazo para regularização, não houve qualquer atuação
pela prefeitura, que já havia sido condenada em primeira instância por
prática de nepotismo.
Fonte: Jeso Carneiro

Comente aqui