ALDEIA MUNDURUKU ESCONDIDO CELEBRA 14 ANOS DE FESTIVIDADES EM HONRA A SÃO RAIMUNDO NONATO
Comunidade localizada no Alto Tapajós reuniu indígenas, visitantes e moradores de aldeias vizinhas durante três dias de celebrações religiosas, culturais e esportivas
A Aldeia Munduruku Escondido,
localizada na região do Alto Tapajós, celebrou, nos dias 29, 30 e 31 de
agosto, mais uma edição das festividades em homenagem ao seu padroeiro, São
Raimundo Nonato. A tradição já completa 14 anos e reúne moradores da
comunidade, indígenas de aldeias vizinhas e visitantes não indígenas.
Atualmente, a comunidade é
formada por aproximadamente 40 indígenas. A aldeia também conta com uma
escola, onde estudam cerca de 20 crianças, entre alunos da própria
comunidade e de aldeias próximas.
Neste ano, a celebração teve
como tema “São Raimundo Nonato, ajuda nós a ajudar a proteger nosso povo
Munduruku”, destacando a fé, a união comunitária e a importância da
proteção do povo e do território Munduruku.
Durante os três dias de
programação, foram realizados momentos de oração, confraternização e
atividades esportivas, incluindo torneios de futebol masculino e feminino,
proporcionando momentos de integração e lazer entre os participantes.
14 ANOS DE TRADIÇÃO
A festividade em honra a São
Raimundo Nonato já faz parte da história da Aldeia Escondido. Há 14 anos,
a comunidade mantém viva essa tradição religiosa, que se tornou um importante
momento de encontro entre famílias e comunidades indígenas da região.
Além do aspecto religioso, a
celebração representa um período de fortalecimento da cultura, união da
comunidade e valorização do povo Munduruku. Todos os anos, a programação é
marcada pela participação dos moradores, visitantes, orações, confraternização
e muita alegria.
PRODUÇÃO DE FARINHA
A economia da Aldeia Munduruku
Escondido também está ligada à produção de farinha de mandioca, uma das
principais atividades desenvolvidas pelos moradores.
A produção é realizada ao
longo do mês e, posteriormente, a farinha é transportada até a sede do
município de Jacareacanga, onde é comercializada junto aos comerciantes
locais.
Mais do que uma atividade
econômica, a produção de farinha representa parte da tradição e dos
conhecimentos transmitidos entre as gerações da comunidade Munduruku,
contribuindo para o sustento das famílias e para a manutenção de seus costumes.


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