EXONERAÇÃO DE COORDENADOR DA FUNAI EM ITAITUBA GERA QUESTIONAMENTOS E NOTA DE REPÚDIO
A exoneração de Hans Kabá Munduruku da Coordenação Regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em Itaituba, no sudoeste do Pará, gerou questionamentos sobre os motivos que levaram à decisão da Presidência do órgão, em Brasília.
Em nota de repúdio atribuída a
Hans Kabá, são contestadas acusações relacionadas à sua gestão e levantados
questionamentos sobre a ausência de uma investigação administrativa formal
antes do desligamento. O texto defende que eventuais irregularidades deveriam
ser apuradas por meio dos procedimentos previstos na legislação, garantindo ao
gestor o direito ao contraditório e à ampla defesa.
Entre os pontos contestados
estão supostas falhas de comunicação com a sede da Funai, perda de prazos
administrativos, alegações de insubordinação, pedidos de transferência de
servidores, falta de projetos voltados ao povo Munduruku e questionamentos sobre
a atuação do coordenador em Terras Indígenas.
A nota também questiona a
alegação de que Hans Kabá teria contribuído para o esvaziamento de uma agenda
do Alto Comissariado da ONU, destacando que, no período mencionado, o
coordenador estaria de férias.
Outro ponto levantado diz
respeito à comunicação de possíveis irregularidades ao Ministério Público
Federal (MPF). Segundo a manifestação, o encaminhamento de informações ao órgão
de controle não deveria ser tratado, por si só, como uma conduta irregular,
caso tenha ocorrido no exercício das atribuições funcionais.
A manifestação ainda argumenta
que a presença do coordenador em comunidades e Terras Indígenas faz parte da
atividade indigenista de campo e que eventuais falhas administrativas precisam
ser analisadas considerando as condições estruturais, orçamentárias e de
pessoal da unidade.
Até o momento, as acusações e justificativas mencionadas na manifestação não foram acompanhadas, no material apresentado, de documentos que permitam confirmar individualmente cada uma das alegações.

Comente aqui